Imperialismo anseia<br>armar a Ucrânia

A Grã-Bretanha reserva-se o direito de fornecer armas à Ucrânia, frisou, anteontem, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Londres, Philip Hammond, para quem os aliados da NATO «partilham um claro entendimento de que, não havendo uma solução militar para este conflito, não podemos deixar que as forças armadas ucranianas colapsem».

As declarações de Hammond surgem no seguimento das proferidas por John Kerry em recente visita à Ucrânia, bem como as de outros altos responsáveis imperialistas durante uma conferência internacional de segurança, ocorrida por estes dias em Munique. Entre estes conta-se o comandante das tropas da NATO na Europa, o general norte-americano Philip Breedlove, que depois de repetir a acusação de invasão da Ucrânia por parte da Rússia, defendeu abertamente o fornecimento de «armas e capacidade» à junta fascista de Kiev.

Recorde-se que os EUA aprovaram em Dezembro um pacote de 350 milhões de dólares de ajuda militar à Ucrânia, não tendo ainda implementado o plano (pelo menos oficialmente) para, segundo Barack Obama, dar uma oportunidade à paz. No seu encontro com Angela Merkel, na segunda-feira, 9, Obama voltou a dizer que «todas as opções estão em aberto». Merkel deslocou-se a Washington após uma reunião com Putin, em que se fez acompanhar de François Hollande, alegadamente para «dar uma oportunidade à diplomacia».

Para ontem, em Minsk, capital da Bielorrússia, estava prevista, ainda que sem confirmação das presenças, uma reunião com representantes da Ucrânia, Rússia, França e Alemanha e das repúblicas populares do Donbass, cujos presidentes poderiam assinar um novo acordo para travar a escalada da guerra. Entretanto, a União Europeia aprovou novo pacote de sanções contra a Rússia, com aplicação suspensa até ao final do encontro em Minsk.

 



Mais artigos de: Internacional

Bolivarianos resistem

A Unasul vai tentar mediar o conflito promovido pelos EUA contra a Venezuela, que acusa o governo norte-americano de ingerência e de patrocinar o derrube do executivo liderado por Nicolás Maduro.

Despedimentos nos EUA

A queda do preço do petróleo ameaça provocar uma vaga de despedimentos nos Estados Unidos. As principais companhias anunciam cortes e congelam salários para reduzir perdas.

Dívidas crescem<br>a nível mundial

O endividamento a nível mundial não parou de aumentar desde a crise gerada pela especulação no mercado hipotecário nos EUA, em 2008, afirma um estudo divulgado a semana passada pelo McKinsey Global Institute (MGI). «Em vez de reduzirem as suas dívidas, as principais...

Ingerência externa<br>aumenta na Nigéria

LUSA A situação política e militar agravou-se na Nigéria, a maior economia africana. As eleições presidenciais previstas para o final desta semana foram adiadas, o grupo Boko Haram intensificou os ataques na região, o conflito...